sábado, 10 de junho de 2017



BANQUETE INDIGESTO

 

HANS STADEN. Direção: Luiz Alberto Pereira. Brasil, Portugal: Lapfilme, 1999.



O cinema pode ser de extrema importância para os estudos históricos. A História do Brasil, particularmente, é rica em obras fílmicas que, através de seus recortes, nos ajudam a compreender determinados fatos ocorridos em nosso país.

Uma dessas obras é o filme Hans Staden, realizado em 1999, dirigido por Luiz Alberto Pereira, uma produção em parceria com Portugal, baseada no livro Duas viagens ao Brasil.

O livro é o relato do mercenário alemão Hans Staden, que foi capturado por índios tupinambás, notórios antropófagos. Tal história já havia sido contada no filme Como era gostoso o meu francês, de 1971, de Nelson Pereira dos Santos, que teve sérios problemas com a censura militar da época, devido às inúmeras cenas de nudez. O filme só conseguiu ser liberado para maiores de 18 anos.

Hans Staden, o filme, é fiel ao livro em vários aspectos. As línguas faladas na película são o alemão (idioma original do protagonista), o tupi (língua indígena) e o português (colonizador). Além disso, o filme consegue passar o sentimento de insegurança e temor, adotados por Staden, bem como sua devoção e fé, importantes na manutenção da esperança de escapar do trágico fim de ser o prato principal do banquete dos tupinambás.

Um bom filme, baseado em um bom livro sobre o contexto do Brasil colônia.

Filme disponível em https://youtu.be/xBztbsC8WU8